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Editorial: O silêncio da TV Universitária e o impacto no futuro dos comunicadores

Editorial desta sexta-feira

06 dez 2024 às 07h00 | Redação

Foto: Freepik

A TV Universitária de Mato Grosso do Sul, por anos, foi um espaço essencial para a prática e a experimentação dos acadêmicos de jornalismo, publicidade e outras áreas afins. Porém, há mais de um ano, o canal está sem programação. O espaço, que deveria pulsar com a criatividade e a energia dos jovens universitários, permanece em silêncio, deixando um vácuo tanto para a comunidade acadêmica quanto para o público.

A ausência de programação na TV Universitária não é apenas uma questão de falta de conteúdo; é um reflexo preocupante da desconexão entre as instituições de ensino e as oportunidades reais de formação prática. Este canal deveria servir como um laboratório vivo, onde futuros profissionais pudessem aplicar o aprendizado teórico, criar portfólios, desenvolver projetos audiovisuais e se conectar com o mercado. No entanto, o descaso transformou essa oportunidade em uma promessa não cumprida.

O que levou a esta situação? Não se sabe ao certo de quem é a culpa. Poderia ser a falta de investimento, a burocracia ou, simplesmente, a ausência de esforço conjunto entre as instituições de ensino superior e os gestores do canal. Independentemente da origem do problema, a inércia é inaceitável.

A população também é prejudicada. Com o canal fora do ar, perde-se uma plataforma acessível e diversificada que poderia levar a público a criatividade dos universitários. A TV Universitária tinha o potencial de se tornar um veículo de cultura, informação e entretenimento, apresentando talentos locais e conectando a comunidade ao ambiente acadêmico.

Este impasse levanta uma questão urgente: por que as faculdades de Mato Grosso do Sul, com tantos cursos de comunicação, não estão mobilizando esforços para reativar a programação? Será falta de interesse, de recursos ou de uma visão clara sobre o impacto positivo que este espaço pode gerar?

É hora de reagir. Instituições de ensino, empresas e gestores públicos precisam unir forças para devolver a vida ao canal. Criar incentivos, parcerias com empresas de mídia e projetos interdisciplinares pode ser o primeiro passo. Além disso, é fundamental ouvir os acadêmicos, entender suas necessidades e dar-lhes protagonismo nesse processo.

Deixar a TV Universitária no limbo é mais do que um desperdício de oportunidade; é uma negligência com o futuro dos comunicadores de Mato Grosso do Sul. A reativação do canal não deve ser vista como um desafio insuperável, mas como um investimento no talento e no potencial de uma nova geração.

O silêncio da TV Universitária precisa acabar. Que seja substituído pela voz, criatividade e inovação dos jovens que buscam espaço para transformar sonhos em realidade e ideias em impacto.