Defensoria Pública de MS freia fraudes bancárias contra aposentadas em Campo Grande
Pessoas idosas são vítimas preferidas de fraudes e golpes porque podem ter dinheiro “garantido” e pouca familiaridade com tecnologia
Um tipo de violência frequente contra pessoas idosas é a financeira/patrimonial. Frente a esta realidade evidente, é comum que a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul compareça assim. Recentemente, inclusive, conseguiram que três aposentadas parassem de ter prejuízos causados por bancos, a partir de ações criminosas de terceiros, porque preliminarmente a Justiça identificou que as movimentações contestadas fogem de seus perfis de consumidores.
Em um dos casos, os descontos indevidos foram suspensos judicialmente, já que a assistida pela Defensoria argumenta que desconhece um empréstimo em seu nome. Também já houve audiência de conciliação, na qual as partes não entraram em acordo e, por isso, o trâmite processual segue para que o banco apresente seus argumentos e posteriormente haja produção de provas.
Em segundo lugar, o juiz suspendeu os descontos indevidos na aposentadoria. Também determinou que o banco e a assistência pela Defensoria indiquem as provas que pretendem produzir. Por fim, no último caso, a aposentada, que estava com restrições de crédito, ficou com o nome “limpo”, por determinação judicial, e o banco foi condenado a pagar R$ 4 mil a ela como indenização por danos morais.
De acordo com Patrícia Feitosa de Lima, defensora coordenadora do Núcleo Institucional de Promoção e Defesa do Consumidor e Demais Matérias Cíveis Residuais (Nuccon), “as pessoas de mais idade são as vítimas mais atraentes, porque têm benefícios monetários, efetuam empréstimos bancários com facilidade e têm dificuldade de acompanhar a tecnologia”. Ela atuou, pela 14ª Defensoria de Defesa do Consumidor de Campo Grande, nos três casos recentes das aposentadas que foram vítimas de fraudes bancárias.
Fraude ou golpe?
Um coordenadora da Nuccon esclarece que “fraude é mais abrangente, é toda forma de obter uma vantagem indevida e o golpe seria uma fraude específica, direcionada a obter uma informação ou dinheiro”. Independentemente da situação, isso vai se refletir no prejuízo patrimonial. Para evitar que golpes e fraudes aconteçam, a defensora orienta que todos prestem atenção ao receber mensagens de WhatsApp, mensagens de texto pelo celular (SMS) e e-mails, porque estes canais podem ser pessoas mal-intencionadas. “Não cedam dados pessoais, porque, em geral, é um golpe que vai resultar em um empréstimo ou no saque do dinheiro”, alerta.