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Crônica: estimado professor

Crônica: estimado professor

20 out 2025 às 08h06 | André Farinha

Foto: Pexels

A vida de um professor é feita de ciclos. Alunos que entram tímidos numa sala de aula,
muitas vezes trazendo consigo a simplicidade de um caderno vazio e, após a conclusão
do curso, saem pelo mesmo espaço carregando novos conhecimentos e também as
lembranças dos momentos que passaram juntos.

O educador é sempre aquele que fica para fechar a porta e apagar a luz. Sorrindo,
exausto, esperançoso para que a lição aplicada tenha sido compreendida pelas mentes
que estiveram à sua frente durante tanto tempo. Poeticamente falando, o verdadeiro
lucro do professor é o sucesso do aluno que passou pelas suas aulas.

Tenho certeza de que você, leitor, ainda tem na memória os nomes de pelo menos
alguns professores que fizeram presença na sua jornada. No meu caso, em particular,
posso orgulhosamente citar aqui as figuras marcantes da Rosidelma, Alice, Márcia,
João, Tina, Cleide, Flávio, Osvaldo, Denize e tantos outros.

O ensino é uma semente plantada pelo professor na nossa cabeça. Essa semente é
adubada por outros educadores com novos conhecimentos. Com o tempo, floresce ao
ponto de multiplicar e ser distribuído às pessoas que estão no nosso entorno. São flores
com o cheiro do saber!

Feliz é o profissional da educação que extrapola o limite do seu horário de trabalho e
avança as paredes de concreto da sala de aula para que o aluno possa aprender, ser
alfabetizado e formado. Esses, sim, são os autênticos professores, dignos dos aplausos,
do reconhecimento, de todas as honras e da dedicação deste humilde texto.

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