A flor que vende bombons
Artigo de André Farinha
Há uma flor que anda pelas cinzentas e desgastadas plataformas do Terminal
General Osório, curiosamente, sempre quando o Sol já não se faz mais presente.
Carrega consigo uma simpatia tão autêntica que mais parece uma poesia viva, com
versos encurvados numa beleza viciante.
No embalo da simplicidade de uma vendedora de bombons, leva sorriso para
aqueles que aguardam o coletivo, sonhadores de uma vida melhor, devotos do
Deus da esperança.
O timbre pacífico convence qualquer um a encarar teus olhos de cor de chocolate.
No delírio deste encontro, oferece a singela e suculenta caixinha de trufas.
Na recusa, dá o desejo da próxima oportunidade. Quem compra, recebe o
agradecimento recheado de um amor tão marcante como o sabor dos próprios
bombons.
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