Filho de David Cardoso diz que faz “dinheiro fácil” com o corpo e aposta em plataforma adulta
Apesar da herança artística, Oswaldo tem formação em Educação Física
Aos 25 anos, Oswaldo Cardoso Neto começa a trilhar um caminho que mistura legado, exposição e novos modelos de negócio. Filho do eterno símbolo sexual do cinema brasileiro David Cardoso, ele assume que o sobrenome teve peso decisivo em sua trajetória, mas garante que quer construir sua própria história.
Em entrevista ao Blog do Bulhões, Oswaldo fala sem rodeios sobre ter posado para a revista G Magazine, a decisão de abrir perfil em plataforma adulta, os desafios pessoais e a pressão ou a ausência dela dentro da própria família.
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“Foi uma surpresa”, afirma sobre o convite para a G Magazine. “Eu sabia que meu pai e meu irmão já haviam posado e que a marca carrega um grande peso.” Para ele, o sobrenome abriu portas, sim. “Acredito que fui escolhido pelo nome. Um rostinho bonito e corpo sarado você encontra em cada esquina das capitais, principalmente São Paulo. O sobrenome deu esse peso.”
Apesar da herança artística, Oswaldo tem formação em Educação Física. Atuou em sala de musculação e hoje atende alunos de forma on-line, além de manter alguns contratos como personal trainer. Mas é categórico ao falar do futuro: “Definitivamente carreira artística.”

Apoio do pai e legado familiar
Sobre o pai, a resposta vem com respeito. “Meu pai construiu um legado com seu nome e isso influenciou diretamente. Ele apoiou que eu fizesse, desde que eu tivesse certeza se era o que de fato eu queria.”
Não houve cobrança. Pelo contrário. “Acredito que ele sempre ajuda a somar na vida dos filhos.”
Oswaldo deixa claro que não quer fugir da herança. “Quero manter o legado que minha família construiu com muita honra.”
Privacy, dinheiro e pragmatismo
Se na geração passada a nudez vinha pelas revistas, hoje a monetização passa pelas plataformas digitais. Oswaldo abriu recentemente um perfil no Privacy, não esconde que a decisão teve motivação financeira.
“Vi uma oportunidade de ter uma segunda fonte de renda e ser facilitado os acessos pelo sobrenome que carrego.”
Ele é direto ao falar sobre o dinheiro: “Vejo como um dinheiro ‘fácil’ de se fazer, porque já amo musculação e apenas coloco em tela isso para receber.” Ainda no início, afirma que os ganhos estão crescendo gradualmente, mas acredita que seja possível se manter.
Questionado sobre críticas, ele reconhece o tabu. “Midiaticamente faz engajamento e me torna conhecido, mas pessoalmente sinto que algumas pessoas evitam falar sobre o assunto.” No campo amoroso, a situação é mais delicada: “Família e amigos apoiam, mas meus interesses românticos não”, diz, entre risos.

Nudez, limites e desconfortos
Apesar da naturalidade com o conteúdo que produz, Oswaldo admite uma barreira. “Tenho dificuldade em fazer ensaio profissional porque sou hétero e não me sinto confortável, mas meus conteúdos eu já gravo e vejo como algo natural.”
Ele também afirma que não se sente abalado por rótulos. Nem “filho do David Cardoso”, nem “criador de conteúdo adulto” o atingem. “Nenhum dos dois me abalam.”
E se no futuro surgir uma oportunidade mais tradicional? Ele não descarta ajustes. “Dependendo do contexto, sim”, afirma sobre eventualmente encerrar a plataforma.
O homem por trás da imagem
Longe das câmeras, Oswaldo se define como “um ratinho de academia tímido e com certo bloqueio para falar em frente às câmeras”. Faz aulas de canto, apesar da vergonha da própria voz, toca violão, treina e sai esporadicamente.
“Sou uma pessoa que está conhecendo o mundo dos negócios e aprendendo mais a cada dia.”
Sobre o atraso na publicação da G Magazine, ele classifica como parte de um “planejamento atualizado e investimento maior”, que acabou demandando mais tempo. Mas acredita que a revista poderá impulsionar ainda mais sua visibilidade nas plataformas adultas.
No fim, a resposta é simples e carregada de orgulho: “Quero que conheçam e acompanhem o último filho que carregará o legado do pai.”
Se o sobrenome abriu portas, agora é o tempo e o público que dirão até onde ele pode chegar.
