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Norte Sul Plaza inaugura vaga exclusiva para pessoas com TEA e reforça compromisso com acessibilidade além da lei

Uma iniciativa que vai além das exigências legais e reflete um cuidado que quem frequenta o shopping já sente no…

30 maio 2026 às 08h06 | Redação

Foto: Divulgação

O Shopping Norte Sul Plaza deu mais um passo concreto em sua política de inclusão: durante as comemorações do Maio Amarelo em Campo Grande, o empreendimento inaugurou uma vaga exclusiva para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em seu estacionamento — uma iniciativa que vai além das exigências legais e reflete um cuidado que quem frequenta o shopping já sente no dia a dia.

A cliente do Shopping, Leia Lemos, mãe de criança autista, traduz bem o que essa mudança representa na prática. “Já tivemos dificuldade de encontrar vagas para autistas, geralmente a gente deixa nas vagas comuns. A criança autista tem uma locomoção muito diferente, e parar num lugar muito longe, com muita gente e muito carro, acaba estressando pela condição que ela se encontra”, relata. Para famílias como a dela, ter um espaço reservado e próximo não é conforto — é necessidade.

Esse olhar atento ao público com deficiência e com TEA é algo que a Prefeitura de Campo Grande também reconheceu. Em cerimônia realizada no dia 19 de maio, a Superintendência de Política de Direitos Humanos (SDHU) entregou ao Norte Sul Plaza o Certificado de Boas Práticas em Acessibilidade e Inclusão, tornando-o o primeiro shopping da Capital a receber o selo. O resultado veio após blitz educativas realizadas pela SDHU em 2024, quando o empreendimento se destacou entre todos os estabelecimentos visitados.

“Muitas vezes os espaços cumprem apenas o que está previsto em lei. Nós encontramos um cuidado que vai além disso. Existe uma preocupação real com acolhimento, inclusão e respeito às pessoas”, afirmou a subsecretária Priscila Justi.

Para o gerente de operações, Arilson Escobar de Arruda, essa postura já faz parte da cultura interna do shopping. “Já está no DNA dos nossos funcionários. O que a gente só faz é aprimorar. É natural do ser humano fazer as coisas do coração, e a gente só foi melhorando isso”, diz. 

Ele cita como exemplo o atendimento a clientes com deficiência visual, que hoje contam com acompanhamento desde a entrada até a saída.. “Antes a gente recebia na portaria. Hoje o cliente já vem, espera o funcionário, que o acompanha e o leva, faz tudo que precisa fazer.”

O servidor público Jhonny Rosa Dias acredita que o modelo precisa se multiplicar pela cidade. “Sem dúvida, os outros estabelecimentos têm que replicar esse modelo, porque é um direito. A sociedade está se conscientizando bastante, e isso está fazendo resultado, principalmente na Capital”,finaliza.