2
Campo Grande - MS Busca
Cultura

Você já se apaixonou pela playlist de alguém? DJ explica por que o gosto musical pode aumentar a atração

“Tem gente que descobre mais sobre uma pessoa pela playlist do que pela própria conversa”, afirma Diego SPY

04 jun 2026 às 09h01 | Redação

Foto: @jestfly.co | CO ASSESSORIA

A playlist pode estar se tornando o novo currículo emocional dos relacionamentos. Segundo o DJ e produtor musical Diego SPY, mais conhecido como JESTFLY, descobrir que alguém escuta os mesmos artistas ou compartilha referências musicais parecidas pode criar uma conexão quase imediata, muitas vezes antes mesmo do primeiro encontro. Para ele, o gosto musical passou a funcionar como uma das formas mais rápidas de identificar afinidades e despertar interesse.

Acostumado a observar o comportamento das pessoas em festas, festivais e pistas de dança, Diego afirma que a música frequentemente funciona como um primeiro ponto de aproximação. “Já vi pessoas começarem uma conversa inteira porque descobriram uma banda em comum. Muitas vezes a conexão acontece antes mesmo de elas trocarem informações mais pessoais. A música cria uma sensação de familiaridade porque carrega lembranças, emoções e momentos importantes da nossa vida”, afirma.

Segundo o produtor, esse fenômeno ganhou ainda mais força com as redes sociais e os aplicativos de relacionamento. Hoje, playlists compartilhadas, artistas favoritos e retrospectivas musicais passaram a funcionar como uma espécie de apresentação informal. “Tem gente que descobre mais sobre uma pessoa pela playlist do que pela própria bio. Você olha as músicas que ela escuta e já começa a entender referências, gostos e até traços da personalidade. É quase uma apresentação sem precisar falar nada”, explica.

Para Diego, o interesse não está apenas nas músicas em si, mas no que elas representam. Segundo ele, gostos musicais parecidos costumam indicar experiências, estilos de vida e referências culturais semelhantes, criando uma sensação de identificação logo nos primeiros contatos. “Quando você encontra alguém que gosta das mesmas músicas, parece que uma parte do caminho já foi percorrida. Não porque as pessoas sejam iguais, mas porque existe um universo em comum que facilita a aproximação”, diz.

O DJ observa que essa identificação costuma aparecer de forma espontânea, principalmente em shows, festivais e ambientes onde a música ocupa o centro das atenções. Segundo ele, não é raro ver amizades, romances e até relacionamentos de longa duração começarem a partir de uma simples troca de recomendações musicais. “A música quebra o gelo de uma forma muito natural. Às vezes duas pessoas não têm assunto nenhum, mas descobrem um artista em comum e a conversa acontece sozinha”, afirma.

Para Diego SPY, o fenômeno mostra que a música continua sendo uma das formas mais poderosas de criar vínculos entre as pessoas, mesmo em uma época dominada pelas redes sociais. “Antes as pessoas perguntavam qual era o seu filme favorito. Hoje muita gente pergunta qual é a sua playlist. A música virou uma das formas mais rápidas de descobrir quem alguém é. Às vezes a pessoa ainda nem sabe seu sobrenome, mas já conhece as músicas que marcaram a sua vida”, conclui