Pressão popular tira Câmara da inércia e impulsiona CPI dos tapa-buracos em Campo Grande
Câmara reage e avança com CPI dos tapa-buracos
Uma reunião realizada na tarde desta sexta-feira (16) na Câmara Municipal de Campo Grande culminou na coleta de assinaturas necessárias no requerimento que solicita a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a execução dos serviços de tapa-buracos na Capital. A mobilização dos parlamentares é resposta à grave crise na malha viária da cidade e ressalta a urgência do Poder Legislativo em oferecer uma resposta concreta e fiscalizatória às constantes demandas da população.
De autoria da vereadora Luiza Ribeiro (PT), a proposta prevê um prazo inicial de 120 dias de investigação. Entre os eixos centrais do pedido estão a apuração de supostas irregularidades em contratos, a drástica redução dos investimentos na manutenção das vias públicas em 2026 e o não cumprimento de prazos de resposta a pedidos de informação já aprovados pelo Plenário. Agora, o requerimento segue para a Procuradoria Jurídica da Casa de Leis, responsável pela emissão de parecer técnico para a efetiva instalação da comissão.
O presidente da Casa de Leis, vereador Epaminondas Neto, o Papy, destacou que a iniciativa atende ao clamor da sociedade por soluções diante dos transtornos enfrentados diariamente nas ruas da cidade.
“Os vereadores reuniram-se para anunciar à sociedade de Campo Grande — que tem cobrado respostas sobre o serviço de tapa-buracos — uma decisão coletiva. Em agosto, a vereadora Luiza iniciou um debate sobre o problema e propôs a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). O tema foi amplamente debatido na Câmara e, diante da atual crise e da escassez de soluções eficazes, realizou-se uma longa deliberação onde todos puderam ser ouvidos e expressar as suas opiniões”, explicou Papy.
O presidente reforçou ainda a unidade do Parlamento na condução desse processo de fiscalização. “Como resultado, boa parte dos vereadores presentes assinaram o requerimento da CPI, e os ausentes também manifestaram apoio positivo. O objetivo é que a CPI seja um instrumento da Câmara Municipal em prol da população de Campo Grande, para debater e investigar os motivos pelos quais o serviço de tapa-buracos tem se mostrado ineficaz na cidade”, completou Papy.
Após o parecer da Procuradoria Jurídica, a Mesa Diretora emitirá o ato de constituição oficial do grupo investigativo, definindo a composição dos membros, relatoria e presidência com base na proporcionalidade partidária do Legislativo municipal. Na sessão de ontem (15), os vereadores aprovaram requerimento convocando o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André Moura Brandão, para comparecer à sessão ordinária do dia de 20 de outubro e prestar esclarecimentos sobre a operação tapa-buraco.