A saudade, segundo Farinha
Artigo desta sexta-feira (19) do jornalista André Farinha
Talvez a saudade não seja a ausência, propriamente dita, mas a certeza de que não
está aproveitando bons momentos ao lado daquela pessoa que tanto ama, tanto
contempla, que curte a companhia.
Não é um vazio, como tanto defendem alguns poetas, é o oposto, é o coração
transbordando (cheio) de pensamentos criados pela mente. São questões, dúvidas,
ilusões formuladas pela nossa própria inteligência artificial.
Uma doença que se cura com a presença do causador, ou com o implante de um
novo afeto. É rever as cenas que já existiram, adulteradas como desculpas para
aquilo que deixou de fazer, como rabiscos encaixados em um desenho
perfeccionista.
Saudade é querer ouvir de novo a voz gritando pelo seu nome na rua, ver o sorriso
detalhando o rosto, olhos piscando poesia. É sentimento passageiro feito a febre de
uma criança quando está com virose (demora, preocupa, mas acaba).
Siga o autor nas redes sociais:
@escritorfarinha
https://andrefarinha.wordpress.com/