Alex Warren transforma memórias do pai em novo álbum
Intitulado “WILDCHILD”, segundo disco de estúdio do artista indicado ao GRAMMY revisita sua história familiar e traz participações de John…
Muito antes dos hits que quebraram recordes, das arenas lotadas, dos inúmeros prêmios e do sucesso que alcançaria ao redor do mundo, Alex Warren era carinhosamente chamado pelo pai, já falecido, de “wildchild”. Na infância, estava sempre tentando desafiar a gravidade. Em 2026, segue contrariando as expectativas, compondo canções que transformam vidas e conquistando milhões de pessoas ao redor do mundo. Agora, o compositor e músico, vencedor de diversos prêmios e indicado ao GRAMMY, revisita sua trajetória em “WILDCHILD”, seu segundo álbum de estúdio, já disponível pela Atlantic Records, com distribuição nacional da Warner Music Brasil. Ouça aqui.
“Quando eu era criança, estava sempre escalando alguma coisa, dando mortais e pulando de lugares, então meu pai me chamava de ‘Wildchild’”, conta Warren. “O apelido ficou comigo até minha mãe falecer. Enquanto escrevia este trabalho, pensava muito nos meus pais. Meu pai sabia que estava morrendo, então gravou uma série de vídeos falando comigo. No primeiro álbum, as pessoas estavam conhecendo quem eu era. Este álbum mostra quem eram os meus pais e quem eu sou hoje”.
Musicalmente, “WILDCHILD” combina grandes refrões pop, paisagens sonoras cinematográficas e a energia crua de um compositor que não tem mais nada a provar e coloca sua verdade no centro das canções. Escrito entre 2025 e 2026, o álbum foi construído de forma intencional e sem pressa. Alex trabalhou ao lado de seus colaboradores de longa data Adam Yaron, Cal Shapiro e Mags Duval, entre Nashville e Los Angeles, deixando que as músicas encontrassem seu caminho naturalmente durante sessões realizadas em seu estúdio particular, no Gnome Recording Studios, Gold Pacific Studios e Woodshed Recording Studios.
“É engraçado, porque todo mundo sempre me perguntava se eu sentia muita pressão para fazer outra música como ‘Ordinary’”, conta. “Na verdade, não sinto mais pressão nenhuma. Foi como tirar um peso do peito. Aquela música mudou a minha vida e eu nunca precisei me preocupar em fazer outra igual, porque isso seria praticamente impossível. Então, agora tenho liberdade para experimentar e me divertir com a música”.
O lançamento do álbum também chega acompanhado do videoclipe oficial de “Emerald Eyes”, faixa de destaque do projeto. Assista aqui. Na canção, um piano delicado abre caminho para uma batida constante, linha de baixo precisa, palmas marcadas e um riff com influência do funk assinado por Nile Rodgers. A atmosfera disco atravessa a faixa enquanto Alex canta: “And I can’t stop the feeling, I’m ready to dive right off the deep end in emerald eyes…”
“É a minha música para me animar”, diz, sorrindo. “É uma canção de amor, mas dá vontade de dançar, como uma música que você ouviria em uma boate no início dos anos 2000, só que com um toque moderno. A ponte, por outro lado, tem uma atmosfera hippie e etérea. Nile levou tudo para outro nível”.
Última faixa do disco e canção que dá nome ao projeto, “WILDCHILD” começa com acordes suaves de violão e harmonias marcantes de coral até chegar a um solo intenso de John Mayer. Antes dele, o álbum traz um áudio gravado pelo pai de Alex, no qual ele pergunta: “Você está se divertindo, Alex?”.
“‘WILDCHILD’ foi difícil para mim porque meu pai e eu nunca tivemos a oportunidade de encerrar esse ciclo”, desabafa. “Eu tinha nove anos e não consegui me despedir. Assisti àqueles vídeos dele como inspiração. ‘WILDCHILD’ foi escrita a partir da perspectiva dele. Foi a minha maneira de encontrar esse encerramento e ouvi-lo dizer que tem orgulho de mim. Quando éramos crianças, ele queria que fizéssemos música. Ele nos inscrevia em shows de talentos. Quando ele estava vivo, a música era linda. Quando ele morreu, a música parou. Se existisse uma despedida, seria esta. Meu pai também era obcecado por John Mayer, então achei que seria especial terminar com um instrumental e um solo dele. A última coisa que você ouve é John rasgando na guitarra”.
“Tenho muito orgulho de WILDCHILD”*, conclui. “Criativamente, era exatamente para onde eu queria ir. Se você se identificar com pelo menos uma parte dele, já fico feliz. O álbum passa por muitos elementos diferentes, mas existe uma mensagem. Estou feliz com quem sou hoje e pronto para dar continuidade ao que meu pai não teve a oportunidade de concluir como marido e, algum dia, como pai”.
Com a turnê mundial por arenas “Finding Family On The Road Tour” em andamento e atualmente passando pela Austrália, Alex Warren segue desafiando expectativas e conquistando milhões de pessoas. Enquanto os shows esgotam e ocupam espaços cada vez maiores, e suas músicas continuam ganhando força nas rádios e plataformas digitais, suas canções sobre amor, luto e conexão encontram eco em diferentes partes do mundo.
“WILDCHILD” é para todos que já viveram uma perda e uma dor profundas, mas continuam encontrando na esperança uma forma de seguir em frente e se reconstruir. A trajetória de Alex Warren e seu espaço no cenário pop mostram a capacidade do artista de conectar milhões de pessoas que também percorrem suas próprias jornadas em busca daquilo que realmente importa na vida.
WILDCHILD – FAIXAS:
- EMERALD EYES
- SAME STARS
- PASSENGER
- RESCUER
- CRY WOLF
- FINE PLACE TO DIE
- ARE YOU HAVING FUN, ALEX?
- I MISS YOU MORE
- ONLY THING LEFT
- FEVER DREAM
- WON’T GO BACK
- LAST TIME
- WILDCHILD