Artigo: A desordem do mercado
Artigo do Jornalista André Farinha
Os preços no mercado têm gritado por socorro. Já não suportam tanta mudança, tanta desordem. Não têm tempo para se acostumarem com um casal de números, logo, quando piscam os olhos, já estão diante de outros valores.
Os compradores já não têm tanto poder. Os produtos expostos nas prateleiras parecem entristecidos, separados de seus pares, já que uma mesma pessoa não consegue comprar dois ou mais itens do mesmo produto.
No carrinho, outrora cheio, derramando pelo caminho, agora sobra espaço. Poucos são os que exibem o luxo da grande compra do mês. Estes, na sua maioria, são reféns da falta de tempo ou de condução para ir periodicamente ao mercado.
Está tudo caro! O dinheiro está escasso, mas o noticiário não afirma que o país enfrenta algum tipo de crise. O pobre faz valer a sabedoria popular: vende o almoço para comer a janta. Neste embalo, todos vamos tocando o barco, aguardando dias melhores.
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