Resiliência emocional na volta às aulas ajuda professores e alunos a lidar com traumas da pandemia

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Chamada de resiliência emocional, a capacidade de um indivíduo lidar com problemas e adaptar-se às mudanças, superando obstáculos, vai fazer a diferença na vida de professores e alunos na volta às aulas no pós pandemia de Covid-19. O assunto está no radar da Secretaria de Estado de Educação (SED), que mesmo sem ter data para o retorno das atividades presenciais já trabalha a resiliência emocional com as equipes pedagógicas.

“A resiliência é fundamental e de extrema importância nesse momento que estamos passando (crise do coronavírus) porque ninguém imaginava passar por uma situação dessas”, afirma a especialista em Educação Integral Patrícia Silvia Fragoso Garcia. Professora da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul, ela debateu a prática da competência socioemocional no retorno às aulas em live com o Instituto Ayrton Senna, referência em educação no Brasil.

Retorno das atividades presenciais será com desafios

Para a educadora, o retorno das aulas presenciais será repleto de desafios que devem ser superados em coletivo, com toda a comunidade escolar. “Nós devemos pensar em todo o grupo acolhendo famílias e compreendendo os medos e anseios que elas vão trazer”, diz Patrícia, que defende que a estruturação de um “ambiente de acolhimento e respeito” será fundamental para que pais, alunos e professores se sintam confiantes com a volta às aulas .

“Acredito em um retorno de acolhimento desenvolvendo o senso de pertencimento a essa nova estrutura escolar, formada por um ambiente onde o aluno se sinta confortável para expor suas emoções e falar das suas dificuldades e medos. Assim, poderemos promover ações como atividades, dinâmicas, rodas de conversas e rodas reflexivas para que o estudante se sinta seguro e confortável para expor essas emoções e superá-las”, explica a especialista.

Aprender a gerenciar emoções negativas provocadas por eventos como a crise do coronavírus, que causam raiva, tristeza, medo, insegurança e ansiedade, ajuda a minimizar os impactos emocionais, avalia o professor Cesar Floriano. Ele, que também integra a Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul e discutiu a resiliência emocional com o Instituto Ayrton Senna, acredita que essa competência pode ser praticada diariamente pelos educadores.

“Diante das adversidades é preciso manter a calma e buscar métodos educacionais para colocar em prática a resiliência como um suporte emocional dentro do contexto escolar. Como um professor estressado pode desenvolver a resiliência no estudante? O desenvolvimento pleno do estudante na educação integral também passa pela capacidade que o professor tem de ser tolerante aos aspectos que acontecem no dia a dia da sala de aula, seja ela presencial ou online”, destaca.

“Se para o professor está difícil ficar em casa e transformar a sala de estar, o quarto e a cozinha em sala de aula, imagina para o estudante que muitas vezes não tem o apoio da família e ainda sofre com a falta de recursos e o acesso digital. Cada professor tem a sua prática de ensino, mas todos devem colocar em praticar a resiliência. O estudante precisa voltar para a escola com a sensação de dever cumprido, ainda que tenha encontrado inúmeras dificuldades”, finaliza.

Fonte: Portal do Governo de MS

Fotos: Divulgação