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Política

Candidatos miram Riedel, citam Adriane e transformam debate em confronto político

Debate expõe divergências sobre corrupção, incentivos fiscais, saúde e educação em MS

22 set 2026 às 00h28 | O Jacaré

Debate chegou ao fim depois de quatro blocos. (Foto: Madu Livramento/ Midiamax)

Os escândalos de corrupção, rodovias precárias, a gestão de Adriane Lopes em Campo Grande e os incentivos fiscais para os grandes grupos econômicos foram usados pelos candidatos de oposição Delcídio do Amaral (PRD), Fábio Trad (PT), João Henrique Catan (Novo) e Renato Gomes (DC) para atacar a gestão de Eduardo Riedel (PP) e defender mudança de gestão. Já o governador aproveitou o debate para apresentar o legado na educação, na economia e na redução da miséria.

Pelo segundo ano consecutivo um candidato indígena, o professor Daniel Lemes (PCO) aproveitou a visibilidade do debate para expor a situação dos povos originários. Ele acusou o Governo do Estado de promover uma política genocida e não respeitar os direitos indígenas. No terceiro bloco, ele e o governador tiveram um embate.

Outra surpresa foi o candidato a governador Lucien Rezende (PSOL), que saiu da linha de mirar apenas em Riedel e partiu para o ataque contra Fábio Trad. Ele acusou o PT de integrar o atual governo, inclusive com cargos, e de só ir para a oposição há seis meses. O advogado reagiu. “Lamento Lucien, a que preço”, afirmou e lembrou que Adonis Marcos, candidato do PSOl em 2022 ganhou cargo no Governo. “Será uma boquinha”, alfinetou.

João Henrique saiu da linha do Novo, famoso por defender estado mínimo, e propôs a criação de agência de mineração e empresa para reduzir o custo do asfalto. Renato manteve o tom de pedir a benção de Nossa Senhora Aparecida e São Carlos Acutis, e manteve a artilharia nos escândalos de corrupção e no corte dos supersalários.

Ataques à corrupção e embate entre PSOL e PT
O primeiro bloco foi marcado pelos ataques ao governador Eduardo Riedel por não cumprir a promessa de equiparar o salário entre os professores efetivos e convocados, os baixos salários dos policiais e os escândalos de corrupção.

O candidato a governador do PT citou os escândalos de corrupção no Detran, na Sanesul, na Casa Civil e na Saúde. “Temos duas denúncias muito estruturadas que comprometem 30 prefeituras e representa corrupção generalizada”, afirmou Fábio, sobre a Operação Gutenberg, que teve o desvio de R$ 27 milhões. Ele acusou Riedel de só adotar ações após a corrupção estar consumada.

O economista Renato Gomes fez apelo para o cidadão não vender os votos porque “um dos candidatos presentes está comprando prefeitos e vereadores”. Sempre afoito e pedindo a intercessão de Nossa Senhora Aparecida e São Carlos Acutis, ele afirmou que é inquestionável que o atual Governo está “com muitos problemas de corrupção”.

Riedel aproveitou os momentos para apresentar os números da gestão, como o investimento de R$ 1,2 bilhão na reestruturação das escolas. Ao criticá-lo, Jeferson Bezerra acabou levantando a bola do governador com o investimento.

O governador voltou a falar que paga o melhor salário para o professor concursado do País, em torno de R$ 13 mil para o nível superior e 40h. Ele minimizou o fato do convocado receber o 5º maior salário no País. Riedel disse que vai abrir concurso para garantir que o maior número de professores seja efetivo. Ele citou que vai abrir 2 mil vagas no próximo certame e as contratações deverão ocorrer em 2027.

O candidato do PCO, Daniel Lemes voltou a se destacar como ocorreu com Magno Souza na última eleição. Ao ser questionado por João Henrique Catan, sobre os buracos em Campo Grande, ele culpou o atual Governo pelos buracos na Capital.

“Os buracos é um legado desse governo, vão virar voçorocas com desvio de verbas”, afirmou. Ele tentou ligar o governador a prefeita da Capital, Adriane Lopes (PP). “É uma vergonha, por favor, façam alguma coisa por Mato Grosso do Sul, não votem ness Governo que está afundando Mato Grosso do Sul”, lamentou. Ao tentar atacar o governador, errou ao citar que o grupo está no comando do Estado há 12 anos, desde André Puccinelli (MDB).

Outro ponto alto foi o ataque de Lucien Rezende contra Fábio Trad. O psolista deixou a oposição a Riedel de lado e partiu para o ataque contra o petista. “Se o governo está ruim, o seu partido esteve dentro dele, eu não tenho cargo no governo”, acusou.

“Lamento que você tenha feito isso, a que preço”, reagiu Fábio. Em seguida, o petista lembrou que Adonis Marcos Souza, último candidato a governador do PSOL, ganhou cargo no Governo do Estado após perder as eleições. “Será que não quer boquinha em fazer isso”, insinuou o pestista, sobre Lucien ataca-lo.

A treta continuou com Fábio alertando o Lucien de que poderia falar sobre Ribas do Rio Pardo, cidade na qual o candidato do PSOL foi secretário municipal de Desenvolvimento Econômico. Após o intervalo, o psolista voltou ao ataque contra o petista, ao insinuar que Fábio e o PT ainda possuem com cargos na Governadoria. Ele não citou nomes.

Candidato do Novo, partido a favor do estado mínimo, João Henrique prometeu criar agência de mineração para encontrar material e entregar o asfalto mais barato. Ele também anunciou empresa pública para entregar asfalto mais barato. “Não tenho empreiteiro nem usineiro financiando minha campanha”, prometeu.

Daniel Lemes aproveitou o debate para denunciar a violência contra os povos indígenas. Ele acusou a Secretaria Estadual de Segurança Pública de ter política para matar os indígenas. Ele denunciou que haverá derramamento de sangue em Amambai, Juti, Iguatemi e Caarapó.

Riedel no alvo e mais corrupção
No segundo bloco, os oito candidatos escolheram um adversário para fazer uma pergunta sobre o tema sorteado pela mediadora. A única restrição era que um postulante só poderia ser selecionado no máximo duas vezes, papel que, naturalmente, acabou restando ao governador Eduardo Riedel.

O primeiro a fazer o questionamento foi Lucien Rezende, que confrontou Riedel sobre segurança pública e questionou se o candidato à reeleição acha justo os salários dos policiais militares e civis.

O governador afirmou que o tema é complexo, sendo necessário investimento e integração com as forças federais para combater o tráfico de drogas e armas com destino às regiões sudeste e sul. “A gente faz o possível para manter o efetivo equipado, tem o que há de mais moderno no que há de tecnologia e equipamentos”, disse Riedel.

Lucien também abordou o índice de feminicídio em MS. “Isso que está acontecendo é surreal”, afirmou. O governador disse que a violência contra a mulher “é um dos maiores esforços que estamos fazendo no nosso estado” e que trabalha em prevenção e conscientização para reduzir os altos números.

Fábio Trad foi o próximo a perguntar e também escolheu Riedel para debaterem sobre educação. O petista questionou porque o governador não “honrou” o compromisso com a Fetems de equiparar os salários dos contratados com os concursados.

O candidato à reeleição colocou a culpa no limite imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal, mas voltou a falar sobre os professores do Estado terem o maior piso salarial do País e que abriu concurso para contratar dois mil docentes.

“O fato de termos o maior salário do país para os nossos professores, longe do segundo colocado, é motivo de muito orgulho. Estamos abrindo concurso para inserir novos professores entre os concursados, que terão salários equilibrados igualmente aos dos concursados”, explicou.

Fábio prometeu universalizar o acesso à escola em tempo integral e estabeleceu como meta alcançar o top 3 no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) no ensino médio. “Vamos transformar MS em uma potência do ensino médio em todo o Brasil”, afirmou.

Daniel Lemes debateu infraestrutura e habitação com o candidato petista com foco nas aldeias indígenas sul-mato-grossenses. Fábio voltou a alfinetar Riedel ao dizer que não foi cumprida a promessa de asfaltar a entrada de uma aldeia em Caarapó.

O petista prometeu tratar os indígenas como “sujeitos de direito”, mas vai combater a invasão de terras. “Vamos honrá-los, mas nem por isso vamos relativizar os direitos dos produtores. Existem produtores que precisam ser respeitados na boa-fé”, declarou.

“No meu governo haverá respeito à propriedade e criminalização de invasão, não vamos admitir a invasão, mas respeito e escuta aos direitos indígenas com a presença da União”, afirmou Fábio.

Lemes disse que as terras indígenas não têm infraestrutura necessária nem básicas. O professor pediu para que a população indígena não vote em Eduardo Riedel.

João Henrique e Delcídio abordaram o meio ambiente. O candidato do partido Novo questionou o que pode ser alterado na política de meio ambiente em Mato Grosso do Sul. O ex-senador disse que o “Pantanal é um dos biomas mais espetaculares que o mundo tem”, mas falta uma política “consistente” principalmente no combate às queimadas.

O deputado estadual replicou que a Lei do Pantanal foi assinada por Eduardo Riedel porque o governador “ficou refém” da ministra Marina Silva por conta da quantidade corrupção e propina dentro do Imasul. A acusação rendeu um direito de resposta no final do bloco ao chefe do Parque dos Poderes.

Delcídio perguntou sobre impostos e benefícios fiscais a Renato Gomes. O economista disse que a população não aguenta mais tributos e pretende baratear a conta de luz e de gás. Ele afirma que vai combater as relações da Energisa com o Governo do Estado e a Assembleia Legislativa. O ex-senador relatou que os impostos aumentam porque as contas do governo “não fecham”.

Na vez de Eduardo Riedel perguntar, o escolhido foi Delcídio, em clima amistoso. O tema foi servidores públicos e a pergunta, qual o espaço fiscal existente dentro dos objetivos do candidato, considerando os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, dada a situação do Estado.

A resposta de Delcídio caminhou para o campo dos benefícios fiscais concedidos a empresas de fora de MS e as contrapartidas que ficaram faltando para beneficiar as cidades beneficiadas.

“O espaço que se teria nos incentivos fiscais, por exemplo, Ribas do Rio Pardo e Inocência. As empresas que estão se instalando aqui, qual a contrapartida? Tem que ter meritocracia. Estamos vendo pessoas de fora vindo trabalhar em Mato Grosso do Sul e o povo daqui ficando sem oportunidade”, rebateu o ex-senador.

Riedel aproveitou para rebater o que chama de desinformação a respeito dos incentivos. “Mais da metade é para os pequenos, como restaurantes e cestas básicas. Muita desinformação está sendo pregada sem conhecer a natureza dos incentivos. São mais de 50 mil empresas que não pagam ICMS são micro e pequenas e MEIs”, relatou.

Jeferson Bezerra e Fábio Trad debateram combate à corrupção. Após ser questionado, o petista afirmou que a Controladoria-Geral do Estado não “controlou a corrupção”. “Deixou passar uma série de episódios danosos ao patrimônio público que compromete a lisura da gestão”, respondeu.

Trad prometeu criar dentro da Controladoria uma coordenadoria de combate à corrupção e integrar com ex-funcionários do Gaeco, Receita Federal, da Polícia Federal e com os melhores quadros da Polícia Militar e Polícia Civil.

Jeferson declarou que em sua gestão quem assumir cargo de secretário deverá mostrar a declaração de bens e o Gaeco terá acesso livre para investigar a todos.

Na última rodada de perguntas e respostas, com o tema saúde, Renato Gomes questionou João Henrique Catan sobre os casos de corrupção envolvendo a pasta. “Nós presenciamos que o coordenador da saúde trocava vendas de livros por prioridade na fila da saúde, e o governador não veio a público dizer nada”, criticou o economista.

João Henrique repudiou as quantidades de operações ligadas à saúde e que faria visitas a hospitais. “Eu levaria o gabinete do governador para dentro do Hospital Regional para ele ouvir e sentir o que eu senti, para ouvir quem está com a vesícula estourada há 10 dias e esperando uma cirurgia e está no corredor. Eu ligaria para as 26 mil pessoas que foram passadas na frente se ele sequer sabe se estão vivas, e perguntaria como estão”, afirmou.

Renato também vai apostar em estar presencialmente nas unidades da saúde. “Eu tenho o plano emergencial de resgate da dignidade humana. Eu presencialmente estarei na Santa Casa, no Hospital Regional, fazendo auditoria. Não existe auditoria nesse governo. Precisamos contratar técnicos de enfermagem, enfermeiros, médicos, e não fazer orçamento de conveniência pra depois dizer que não sabe de nada”.

Direito de resposta
No primeiro direito de resposta concedido no debate, Eduardo Riedel ganhou 30 segundos para rebater a fala de João Henrique Catan sobre suposto pagamento de propina dentro do Imasul.

“Ouvi no começo do debate que não haveria retórica, mas é só o que vemos. Sobre o tema da corrupção, é interessante tudo o que foi falado. A matéria de ontem no Fantástico foi, na verdade, uma ação do Governo do Estado, que enviou o caso para a auditoria da Saúde e para a Polícia Civil, prendeu e exonerou os envolvidos. O que foi falado não leva isso em consideração”, comentou.

Renato colocou Adriane no debate, Fábio criticou a situação das rodovias e Riedel teve embate com candidato indígena (Foto: Reprodução)
Candidatos põem Adriane no debate e Riedel tem embate com indígena
No 3º bloco, Renato e Delcídio fizeram dobradinha para incluir a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, no debate para degastar Riedel. “O governador não se arrepende do drama do campo-grandense, buracos nas ruas e falta de material para glicose nos postos”, questionou o economista.

“Lamentável”, destacou Delcídio, que citou o temporal que causou destruição na Capital e agravou a situação dos motoristas para trafegar pela cidade em meio a buraqueira. Ele citou a ausência de medidas na área de saúde, que considerou estar na UTI. “Nem dipirona tem”, lamentou. “Para sermos atendidos, precisamos comprar livros da família Jafar”, reforçou Renato, em referência a Operação Gutenberg.

João Henrique denunciou que um secretário conta com 16 pessoas da mesma família, cujos salários totalizam R$ 200 mil por mês. “São R$ 2,6 milhões por ano para primo, prima, irmão, irmã, … enquanto a polícia agoniza com vale (alimentação) de R$ 100 e não tem dinheiro para equiparação (salarial dos professores)”, afirmou o candidato do Novo.

No contra ataque com Delcídio, Fábio Trad questionou as condições das rodovias sul-mato-grossenses. “Você que viaja, as estradas estão boas? A MS-345 foi recapeada, mas já está esburacada”, afirmou. “É preciso abrir a caixa preta do Fundersul e cobrar pedágio justo”, defendeu.

“O Fundersul era para atender os produtores rurais, depois para as cidades para fazer politicagem”, cutucou Delcídio. Em seguida, o petista lembrou que Riedel está no poder há 12 anos, como secretário e governador. “A saúde melhorou? O número de feminicídios aumentou? As estradas melhoraram ou pioraram? Por que mais quatro anos?, questionou.

Outro ponto foi o momento em que citaram o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), que teria defendido o fim do Ministério do Meio Ambiente. “Falar em acabar com o ministério é um absurdo com a crise climática”, alertou Lucien Rezende.

Fábio lembrou ainda que houve aumento no número de incêndios no Pantanal. “Foram queimados 22 mil hectare em 2024. No ano passado, mais que triplicou, com mais de 90 mil hectares”, denunciou Fábio.

Riedel e Fábio trocaram farpas. O petista disse que o temperamento do governador contrastava com a política excludente e violenta, com mais de 500 mil pessoas na pobreza. “O índice de pobreza, 17,7%, é o maior do Centro-Oeste. De cada 10 moradores de Campo Grande, sete estão negativados. Essa riqueza não chegou ao povo”, criticou.

O pepista reagiu no mesmo nível. “Sua eloquência não condiz com os dados”, criticou, citando que os dados de pobreza no Brasil, de 35%, são o dobro do registrado em Mato Grosso do Sul, e culpou Lula (PT), que chamou de “seu presidente” para Fábio. “A extrema pobreza diminuiu de 2,7% para 1,6%”, exaltou, citando que houve redução por causa do pleno emprego e não por causa do Bolsa Família nem do Mais Social, que reduziram o número de contemplados.

O final o bloco foi marcado pelo confronto entre Riedel e Daniel Lemes. O professor voltou a acusar o governador de ser “genocida” e “assassino do povo indígena”. “O governador que mais matou indígenas”, acusou o candidato.

Riedel reagiu citando as ações do Governo estadual nas terras indígenas, como a construção de moradias em parceria com o Governo federal. Ele anunciou que a Sanesul vai implementar programa para levar água potável a todas as aldeias do Estado. “É uma decisão política para resolver o problema”, destacou.

“Você está mentindo para o indígena. Nós estamos esperando a matança, genocida, ele é assassino”, insistiu Daniel. O governador ganhou direito de resposta e lamentou a acusação. Riedel citou que o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, virá ao Estado para buscar uma solução pacífica e evitar conflitos. “Lamento profundamente que o senhor tenha essa postura”, lamentou.

O debate foi marcado por uma confusão, porque Riedel ficou por último para fazer a pergunta e o comentário. Após uma longa discussão, a organização do debate decidiu que o governador tinha o mesmo direito de todos, de perguntar e fazer o comentário.

Debate chegou ao fim depois de quatro blocos. (Foto: Madu Livramento/ Midiamax)
Lamentação pela falta de propostas
O quarto bloco foi dedicado às considerações finais dos oito candidatos ao Governo do Estado. Entre agradecimentos e pedidos de voto, alguns postulantes demonstraram descontentamento com o que esperavam ser um embate de propostas.

O governador Eduardo Riedel lamentou que “esse debate pouco serviu de propostas consistentes” e, em seguida, elencou conquistas de seu governo.

“Nesses três anos e meio, o Estado conseguiu imprimir, através da confiança do investidor e da população, uma condição de evolução e desenvolvimento. Cresceu quatro vezes mais que o Brasil. Essa busca aliada ao projeto de educação se reflete na renda média, que é a sexta maior do Brasil”, declarou.

Fábio Trad rebateu a análise do chefe do Parque dos Poderes e afirmou que o estado é rico, mas injusto. “A propaganda de Riedel contra outra história de Mato Grosso do Sul. Esse [governo] se concentra no crescimento. Eu quero me concentrar na distribuição”, disse o petista.

O economista Renato Gomes anunciou que está a dois anos na política por se sentir indignado “com tanto imposto e tanta corrupção” e pediu o voto dos que estão indecisos ou que pretendem anular.

O deputado estadual João Henrique Catan falou das dificuldades de bater de frente contra “uma estrutura poderosa” e que poderia se aliar a velha política, mas escolheu outro caminho.

Daniel Lemes pediu o voto das minorias, incluindo a comunidade LGBTQIA+, que não foi citada no debate e o “idoso aqui não foi valorizado”, porque “somente nós que sabemos a nossa necessidade”.

Lucien pediu reflexão sobre o que melhorou na vida dos moradores de Mato Grosso do Sul nos últimos 20 anos, com o mesmo grupo político no poder. “Essa riqueza não está chegando lá na ponta”, disparou.

Jeferson Bezerra apelou aos seus conterrâneos de Dourados. “Eu não sou o salvador da pátria, mas no governo, eu garanto a você, eu serei o melhor que puder fazer. Olha, Dourados, você tem um candidato filho da sua terra, que pode cuidar de você como você cuida do seu filho”, conclamou.

Delcídio do Amaral fechou o debate remetendo ao mesmo descontentamento de Riedel.

“Eu lamento não discutir com maior profundidade temas relativos ao futuro de Mato Grosso do Sul. Queria deixar registrado sobre temas que gostaria de abordar, a educação, a tecnologia pois quem não abraça a tecnologia vai ficar para trás, principalmente a tecnologia aplicada à saúde. A segurança pública na fronteira, a sustentabilidade, o turismo, o incentivo ao esporte. Muitos atletas nossos estão indo embora”, discursou.

Fonte: O Jacaré