Dácio Correa: o adeus ao homem que eternizou o glamour do colunismo social
Dácio Correa era sinônimo de reconhecimento social.
Neste sábado (23), Campo Grande perdeu mais que um jornalista. Perdeu um símbolo. Um homem que transformou o colunismo social em arte, elegância e prestígio. Dácio Correa deixa um legado imensurável para a comunicação de Mato Grosso do Sul.
O destino reservou uma coincidência carregada de significado: Dácio será sepultado em um domingo. Justamente no dia em que, durante tantos anos, milhares de leitores aguardavam ansiosamente pela tradicional coluna assinada com o seu próprio nome. Aos domingos, ele não apenas publicava notas sociais. Ele registrava momentos, eternizava personalidades e fazia da sociedade sul-mato-grossense parte da história.
Seu famoso bordão: “Eu vou, mas… eu volto.”. Hoje ecoa nos corações de amigos, leitores, admiradores e profissionais da imprensa que cresceram acompanhando seu trabalho. Porque Dácio nunca foi apenas um colunista. Ele foi referência, inspiração e pioneiro.
Houve um tempo em que aparecer na coluna de Dácio Correa era sinônimo de reconhecimento social. Todos queriam estar ali. Sua escrita era aguardada, comentada e respeitada. Dácio viveu o auge e o glamour do colunismo social como poucos. Com elegância, credibilidade e carisma, construiu uma trajetória admirável e abriu caminhos para gerações de comunicadores.
Entre essas gerações está o colunista e jornalista Jhoseff Bulhões, que sempre teve Dácio como inspiração. Leitor assíduo das colunas dominicais, fã declarado “de carteirinha”, Jhoseff cresceu admirando o talento, a postura e a relevância de um dos maiores nomes da imprensa sul-mato-grossense. Hoje, seguindo esse legado, também escreve suas colunas aos domingos no jornal Boca do Povo, mantendo viva a essência do colunismo social com respeito à história construída por Dácio.
O Blog do Bulhões presta sua homenagem, reverência e gratidão. Obrigado, Dácio Correa, por abrir caminhos, inspirar profissionais da comunicação e mostrar que o jornalismo social também é memória, cultura e história.
Campo Grande se despede de um ícone. Mas sua elegância, suas palavras e sua presença permanecerão eternizadas.
“Eu vou, mas… eu volto.”
E ele voltará em cada coluna escrita aos domingos, em cada jovem jornalista inspirado por sua trajetória e em cada memória deixada nas páginas da comunicação sul-mato-grossense.