Do LinkedIn ao TikTok: Geração Z transforma a busca por empregos e desafia o RH
Redes sociais ganham espaço na pesquisa sobre empresas e oportunidades, enquanto processos seletivos precisam acompanhar novas expectativas dos candidatos
Para a Geração Z, as redes sociais já fazem parte da busca por oportunidades de trabalho, o que amplia o desafio das empresas para além da divulgação tradicional de vagas. Instagram e TikTok, por exemplo, passaram a fazer parte da forma como esses jovens buscam informações sobre carreira e conhecem empresas antes de uma candidatura.
Levantamento da Zety realizado em 2025 mostra que 76% dos profissionais da Geração Z acompanham conteúdos relacionados à carreira no Instagram, contra 34% no LinkedIn. O estudo também aponta que 46% afirmam já ter conseguido um emprego ou estágio diretamente pelo TikTok. Os dados mostram que as redes sociais também passaram a ocupar espaço na relação dos jovens com o mercado de trabalho.
A mudança no perfil do candidato exige adequação estratégica das companhias, para além da simples replicação de conteúdos tradicionais nos novos canais. “O comportamento do candidato mudou antes do comportamento do RH. Hoje, a Geração Z pesquisa a empresa nas redes sociais, avalia sinais da cultura antes de se candidatar e espera uma jornada mais simples pelo celular. Para empresas que fazem contratações em volume, entender esse comportamento é fundamental para aumentar o alcance e reduzir barreiras no processo seletivo”, afirma Kauã Leandro, gerente de Novos Negócios do Trabalha Brasil (TBR).
A dinâmica dessas plataformas também impõe adaptações na linguagem e na extensão do conteúdo. Informações mais diretas e visuais podem ajudar o candidato a conhecer a empresa, sua cultura e o ambiente de trabalho antes mesmo do contato com o recrutador.
Mas chamar a atenção do candidato é apenas uma parte do processo. A experiência de candidatura pode definir se o interesse se transforma em inscrição. Segundo o relatório 2025 State of Frontline Hiring, da iCIMS, 60% dos trabalhadores de linha de frente já iniciaram uma candidatura e não a concluíram. Entre os motivos apontados, 50% mencionaram formulários longos ou demorados.
“Não é só sobre estar no TikTok ou no Instagram. É sobre entender que cada canal cria uma expectativa diferente no candidato. Se a descoberta da vaga acontece em poucos segundos, mas a candidatura continua complexa ou demorada, a empresa perde justamente os talentos que tentou alcançar. O RH precisa adaptar onde publica a vaga e toda a experiência até a contratação”, avalia Kauã Leandro.
Nesse cenário, ferramentas focadas na redução de fricção têm sido aplicadas no recrutamento. O Trabalha Brasil atua com soluções integradas para otimizar o fluxo de candidaturas, reduzindo etapas burocráticas e facilitando o acesso às oportunidades.
A simplificação da jornada do candidato é especialmente relevante para setores com alta demanda por contratações em volume, como varejo, logística, alimentação e serviços. Nesses segmentos, tornar o processo mais simples pode ajudar a reduzir perdas entre o primeiro contato com a vaga e a efetivação da candidatura.
“A empresa que quer atrair a Geração Z precisa pensar o processo seletivo como uma experiência de usuário, não como um procedimento administrativo. Isso começa no canal onde a vaga aparece, passa pela facilidade de candidatura e vai até a velocidade do retorno. Cada ponto de fricção é uma desistência que a empresa não vê, porque o candidato simplesmente não se candidata”, conclui Kauã Leandro.
Trabalha Brasil
O Trabalha Brasil é composto por um time de mais de 100 profissionais de tecnologia e Recursos Humanos, que se dedicam para aprimorar a plataforma que atende cada vez mais as necessidades dos trabalhadores, que buscam dignidade financeira por meio do trabalho.