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Cultura

Dourados recebe Festival de Música Indígena e Feira das Pulgas neste sábado

Programação gratuita será realizada neste sábado (15), no Casulo, com oficinas, atividades culturais, música e 60 empreendimentos criativos

14 ago 2026 às 08h06 | Redação

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Dourados recebe neste sábado (15) uma programação que aproxima diferentes formas de produzir, criar e ocupar a cidade. O Pontão de Cultura Casulo realiza, no mesmo dia, a terceira rodada do IV Festival de Música Indígena e a 21ª edição da Feira das Pulgas, reunindo oficinas, atividades culturais, música e 60 empreendimentos de diferentes segmentos da economia criativa. A programação inicia às 13h e segue até as 22h, com entrada gratuita, no espaço que fica na Rua Reinaldo Bianchi, 398, no Parque Alvorada.

O Festival de Música Indígena inicia às 13h e terá uma programação com aulas de capoeira, oficinas de artes visuais e cineclube infantil. Cerca de 30 pessoas inscritas, entre crianças, jovens e adultos indígenas, participarão das atividades, em uma proposta que busca fortalecer vínculos com as comunidades indígenas por meio de ações culturais descentralizadas. Nesta terceira rodada, o foco é aproximar o festival do público das retomadas de Dourados e região, incluindo participantes da região de Panambizinho, fortalecendo a presença e a participação indígena nas atividades culturais realizadas pelo Casulo.

Já a partir das 17h, a programação do Festival divide espaço com a Feira das Pulgas, que nesta edição bateu recorde de inscrições, com mais de 100 pessoas interessadas em participar. Foram selecionados 60 empreendimentos, que ocuparão as áreas internas e externas do Casulo com produtos e trabalhos nas áreas de alimentação, brechó, moda, artesanato, arte, botânica e outras iniciativas autorais.

Economia criativa – Criada inicialmente como uma pequena feira de desapego no jardim do Casulo, a Feira das Pulgas cresceu a partir da aproximação do espaço com artistas e produtores locais. Com o tempo, passou a incorporar também empreendedores da alimentação e de outros segmentos. “A Feira das Pulgas é uma ação de divulgação e difusão do Casulo, tanto para divulgar o que é produzido na cidade, no âmbito artesanal, que é feito à mão, que é vendido na rua, como também é uma forma de difundir o próprio espaço”, explica Julia Aissa, coordenadora do Casulo.

A feira também se consolidou como uma iniciativa de economia criativa. Parte dos recursos arrecadados com as inscrições dos expositores é destinada ao pagamento de artistas, contribuindo para a circulação de recursos dentro da própria cadeia cultural. “Ela é uma feira de empreendedorismo criativo, porque estimula o mercado econômico de todos, tanto expositores, como espaços e como artistas”, destaca Julia.

Nesta edição, a proposta é aproximar os públicos da Feira das Pulgas e do Festival de Música Indígena, que tradicionalmente aconteciam de forma separada. Para Aissa, a integração cria uma oportunidade de encontro entre pessoas que nem sempre compartilham os mesmos espaços culturais.

“A ideia de juntar esses dois eventos veio porque eles eram realizados de formas separadas. Nossa intenção é integrar os dois públicos porque vemos o potencial de intercâmbio. Além disso, também queremos apresentar o Casulo e as atividades do espaço. Neste mês, iniciamos as oficinas Cultivar, do segundo semestre, e também estamos em um período de valorização e visibilidade dos povos indígenas, em alusão ao Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado em 9 de agosto”, afirma.

A programação da noite começa às 18h com a Pupa Filosófica, que reúne a escritora indígena Jadi Ribeiro e a empreendedora em moda circular Juliana Mazzarim, do Ateliê Sutis, para uma conversa mediada pela artista da cena de Ballroom de Dourados, Jeanne Vittor.Juntas as três convidam o público para uma conversa sobre livro, arte, grafismo, moda e upcycling.

Logo em seguida a música toma conta do local, às 18h30, o grupo de rap indígena Odiados, formado por Marinn, Discreto, Vidau e Guisf, sobe ao palco com letras e bases autorais que transformam vivências em arte, resistência e afirmação cultural. E das 20h às 22h, é a vez da Banda Made in 90, que apresenta um repertório com grandes clássicos do rock das décadas de 1990 e 2000.

A realização conjunta dos eventos é também uma experiência de interculturalidade, ampliando a presença indígena na programação do Casulo e criando possibilidades de encontro entre público indígena e não indígena. “É uma maneira também de trazer essa presença indígena nos eventos do Casulo e promover essa interculturalidade da população de Dourados”, resume Julia.

Serviço
4ª edição do Festival de Música Indígena – 3ª rodada e 21ª edição da Feira das Pulgas

Data: sábado (15)
Local: Casulo – Espaço de Cultura e Arte
Endereço: Rua Reinaldo Bianchi, 398 – Parque Alvorada, Dourados

Festival de Música Indígena: das 13h às 22h
Feira das Pulgas: das 17h às 22h
Entrada: gratuita