Em entrevista no Otalab, Maria Ribeiro destaca a força de Marielle Franco e a importância da imagem da vereadora
A atriz também comentou sobre sua relação com Deus e lembrou o momento em que se reconheceu escritora Convidada do…
A atriz também comentou sobre sua relação com Deus e lembrou o momento em que se reconheceu escritora
Convidada do Otalab de hoje (09), Maria Ribeiro comentou, entre outros assuntos, sobre Marielle Franco, assassinada em 2018. A atriz e escritora lembrou sobre como ficou impactada com a notícia da morte da vereadora e opinou sobre a importância de sua imagem na política brasileira.
“Essa noite (do assassinato) quase não dormi, foi um gatilhão. A gente vive uma desigualdade muito grande na política brasileira. A quantidade de mulheres é muito baixa, e a de mulheres negras mais ainda. Marielle era muito corajosa, não tinha medo, ela peitava, e era marrenta”, disse Maria.
Otaviano Costa também lembrou da ocasião em que Maria declarou ser uma pessoa cética e tender a acreditar mais na ciência do que na na religião. Na conversa, a atriz explicou a sua relação com Deus: “Eu tenho dificuldade em acreditar em signos, em Deus, mas isso é péssimo de falar. Eu já entendi que isso não pega bem, então vou passar a mentir e a última vez que vou falar disso vai ser aqui.”, brincou. “Eu acredito nos outros, no que a gente tá vivendo aqui, não consigo acreditar que a gente vai morrer e a gente vai pro céu ou vai pra algum lugar. Mas eu rezo, casei na igreja, fiz a primeira comunhão e batizei meus filhos. Rezo o Pai Nosso e Ave Maria antes de dormir, fui criada por minha mãe, muito católica. Eu acho bonito. Tenho o maior interesse nos santos, na vida dos santos, gosto de visitar igrejas também”, completou.
Entre outras histórias curiosas, a atriz também contou sobre quando pediu para o bandido não roubar o laptop dela e dessa maneira passou a se considerar oficialmente como uma escritora: “Eu tava saindo da casa de uma amiga em Laranjeiras, com meu computador na mão que era onde tava meu livro, e aí o cara pegou e falou, ‘passa tudo’. Eu respondi, ‘você pode deixar só o laptop? Eu sou escritora’. Mas foi muito doido, porque até então eu não tinha conseguido falar que eu era escritora. Então serviu pra isso, hoje em dia consigo dizer que sou escritora”.
Assista aqui o programa na íntegra:
Foto: Yasmin Seda.