Isolado, Lídio Lopes esbarra em adversários e vê portas se fecharem para 2026
Por que Lídio Lopes ainda está sem partido?
No tabuleiro político de Mato Grosso do Sul, o deputado estadual Lídio Lopes segue em compasso de espera. Sem partido desde a fusão entre Patriota e PTB, que resultou na criação do PRD, o parlamentar ainda não definiu qual será seu novo abrigo político para disputar a reeleição.
A saída da antiga sigla ocorreu dentro da janela partidária permitida em casos de fusão. Desde então, Lídio optou por não se filiar imediatamente a outro partido, mesmo tendo liberdade para isso. Agora, o prazo se aproxima do fim e a decisão precisa ser tomada até o dia 4.
Nos bastidores, algumas alternativas foram ventiladas. Uma delas foi o PP, legenda da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, esposa do deputado. No entanto, divergências internas, especialmente com o dirigente Marco Aurélio Santullo, esfriaram a possibilidade de filiação.
Outra sigla considerada foi o Republicanos. Porém, o cenário interno também não é favorável. O partido deve ser comandado por Beto Pereira, adversário direto do grupo político de Adriane nas últimas eleições, além de contar com Pedrossian Neto na chapa, nomes que ampliam a resistência à entrada de Lídio.
Diante das dificuldades, o caminho que ganha força é o Avante. A legenda já demonstrou abertura ao grupo político do deputado em 2024, quando abrigou aliados e garantiu a eleição de dois vereadores ligados a ele e à prefeita.
Apesar de parecer uma solução viável, a escolha não é isenta de riscos. Em 2022, Lídio Lopes conquistou expressivos 32.412 votos, sendo o sexto mais votado do estado, mas quase ficou de fora devido ao baixo desempenho do partido à época no cálculo do quociente eleitoral.
O cenário para 2026 é ainda mais desafiador. Diferentemente da eleição passada, quando era possível garantir vaga com 80% do quociente eleitoral nas sobras, agora será necessário atingir 100% estimado em cerca de 60 mil votos para assegurar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Um fator que pode tornar o “voo solo” novamente uma aposta de alto risco. (Com informações do Investiga MS)