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Política

Juliana Catan toma posse como presidente do Mulheres pelo Novo em MS e defende protagonismo feminino na política

"Faltam creches, saúde acessível e políticas contra o feminicídio", Juliana Catan

19 abr 2026 às 14h27 | Redação

Foto: Divulgação/Assessoria

A analista judiciária e servidora pública estadual concursada Juliana Domingos Moleiro Catan tomou posse na última quinta-feira (17) como presidente estadual do núcleo Mulheres pelo Novo em Mato Grosso do Sul, marcando sua primeira experiência à frente de um cargo político formal, embora sua trajetória já esteja intimamente ligada à política como esposa e apoiadora do deputado estadual e pré-candidato ao governo de MS pelo NOVO, João Henrique Catan. A cerimônia, na sede do partido em Campo Grande, reuniu lideranças e apoiadores em um momento que simboliza o fortalecimento da participação feminina dentro do Partido Novo no Estado.

Em seu discurso, Juliana, que é formada em Direito, com várias especializações, destacou a força das mulheres sul-mato-grossenses e cobrou mais espaço nas decisões políticas. “Nós somos a maioria. Representamos cerca de 50,8% da população de Mato Grosso do Sul, mas ainda não estamos no centro das decisões. Isso precisa mudar”, afirmou.

Ela também ressaltou o crescimento da presença feminina na economia, lembrando que cerca de 38% dos negócios no Estado são liderados por mulheres. “Isso mostra autonomia, resistência e capacidade, muitas vezes construída em meio às dificuldades de quem precisa sustentar uma família”, pontuou.

POLÍTICAS PÚBLICAS

Apesar dos avanços, a advogada foi enfática ao criticar a ausência de políticas públicas eficazes voltadas às mulheres. “Não dá mais para aceitar políticas públicas que não saem do papel. Faltam creches em tempo integral, faltam opções noturnas, faltam serviços de saúde acessíveis fora do horário comercial. Isso impede mulheres de trabalhar, de empreender e até de cuidar da própria saúde”, disse.

A presidente também trouxe à tona a realidade das mães atípicas, destacando a sobrecarga enfrentada por mulheres que cuidam de filhos com deficiência. “Muitas enfrentam tudo sozinhas, sem rede de apoio, sem acesso a serviços adaptados e, pior, tendo que recorrer à Justiça para garantir direitos básicos que muitas vezes nem são cumpridos pelo poder público”, criticou.

Outro ponto abordado foi a violência contra a mulher. Juliana Catan classificou os números como alarmantes e inaceitáveis. “Os dados mostram uma realidade que não pode mais ser normalizada. O feminicídio continua acontecendo em níveis preocupantes. Isso exige ação urgente e eficaz”, declarou.

Apesar do diagnóstico duro, o tom do discurso foi de mobilização e construção. “Nós não estamos aqui apenas para apontar problemas. Estamos aqui para construir caminhos. A transformação que queremos na política só vai acontecer com mais mulheres protagonistas, comprometidas com resultados reais”, afirmou.

Ela também fez um convite direto à participação ativa das mulheres na formulação de políticas públicas, especialmente na construção do plano de governo do pré-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul pelo NOVO, João Henrique Catan.

REVOLUÇÃO POLÍTICA

Presente na posse, o pré-candidato disse ter certeza de que um ingrediente para a mudança de Mato Grosso do Sul estava ali, naquela noite: “As mulheres de Mato Grosso do Sul podem nos ajudar a construir esse processo de revolução política, porque na história elas já têm esse peso, esse fardo e essa responsabilidade de embate, coragem e transformação. E eu peço a vocês que me ajudem a ouvir mais mulheres, a trazer mais mulheres, a conquistar mais mulheres para o NOVO, a mostrar para elas que aqui serão ouvidas não individualmente, mas coletivamente”.

Além de Juliana Catan, outra filiada ao partido tomou posse, desta vez como presidente municipal do Mulheres pelo Novo, a engenheira civil Tânia Varela. Elas representam um movimento de ampliação do espaço feminino dentro do Partido Novo em Mato Grosso do Sul, com foco em protagonismo, participação ativa e construção de políticas públicas mais efetivas e conectadas à realidade das mulheres.

“Queremos ouvir cada mulher. As melhores propostas nascem da vida real — das mães, das trabalhadoras, das empreendedoras. É hora de transformar experiências em soluções concretas e colocar no papel aquilo que realmente impacta a nossa rotina”, concluiu Juliana Catan.