Onde estão os vereadores de Campo Grande?
Editorial desta quinta-feira
Há quase dois anos das eleições municipais, um sentimento começa a ganhar força entre moradores de diversos bairros de Campo Grande: a ausência dos vereadores nas comunidades da Capital. Aqueles encontros mais próximos com a população, as conversas nas ruas e as visitas frequentes aos bairros parecem ter se tornado cada vez mais raros.
Sob a presidência do vereador Papy, a Câmara Municipal atravessa um momento em que a distância entre o Legislativo e a população tem sido motivo de comentários. Um exemplo disso é a ausência das tradicionais sessões comunitárias, que em outros períodos aproximavam os parlamentares das demandas reais da cidade.
Esses encontros, quando realizados, serviam justamente para ouvir de perto os problemas enfrentados pelos moradores, desde infraestrutura até questões de saúde, segurança e mobilidade. Sem esse canal de diálogo direto, cresce a sensação de que a população ficou novamente em segundo plano.
A Câmara de Campo Grande conta hoje com 29 vereadores, cada um eleito para representar os interesses da sociedade e fiscalizar o Executivo. No entanto, parte desses mandatos segue discreta, com pouca visibilidade e presença limitada nos bairros, o que acaba alimentando questionamentos por parte dos eleitores.
Cabe ao presidente da Casa conduzir um processo de maior aproximação entre o Legislativo e a população. Um diálogo mais aberto e frequente com as comunidades pode fortalecer a atuação da Câmara e resgatar a confiança de quem depositou seu voto nas urnas.
Campo Grande precisa de um Legislativo presente, atuante e conectado com a realidade das ruas. Afinal, a pergunta que começa a ecoar entre os moradores é simples e direta: onde estão os vereadores de Campo Grande?