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Seminário em Campo Grande reúne Brasil, Argentina, Bolívia e Paraguai para debater logística internacional

O encontro reunirá autoridades, especialistas e representantes do setor privado para discutir a implementação do Sistema TIR

03 mar 2026 às 10h08 | Redação

O setor de transportes de cargas de Mato Grosso do Sul deve debater estratégias para tornar o ambiente de negócios mais competitivo, seguro e eficiente. Para isso, Campo Grande receberá, no dia 5 de março de 2026, o seminário internacional “O Sistema TIR como catalisador para integração e competitividade no Corredor Bioceânico”, promovido pela União Internacional dos Transportes Rodoviários (IRU), com apoio da NTC&Logística. O evento contará com representantes de entidades da Argentina, Bolívia e Paraguai, reforçando o caráter regional do encontro e promovendo o diálogo entre países da América do Sul.

O encontro reunirá autoridades, especialistas e representantes do setor privado para discutir a implementação do Sistema TIR, que permite que cargas circulem entre países com menos burocracia e custos reduzidos, e o avanço do Corredor Bioceânico, rota estratégica que conecta o Centro-Oeste brasileiro aos portos do norte do Chile, ampliando o acesso aos mercados da Ásia e da Europa.

Entre os temas em pauta estão a redução da burocracia, a maior previsibilidade das operações internacionais e a atração de investimentos para fortalecer a infraestrutura logística regional, com impactos diretos nas exportações e no desenvolvimento econômico. Para Mato Grosso do Sul, essas ações podem significar mais competitividade do agronegócio e da indústria, consolidação do Estado como polo logístico estratégico na América do Sul e geração de empregos qualificados, criando um ambiente mais seguro e previsível para o comércio exterior e o transporte internacional de cargas.

Segundo Tatiana Rey-Bellet, diretora do Departamento TIR e Trânsito da IRU, “o objetivo do seminário é mostrar, de maneira técnica e estratégica, como a integração do Corredor Bioceânico com a implementação do Sistema TIR pode fortalecer a competitividade logística da região”. Ela acrescenta que o encontro também cria um fórum qualificado de diálogo entre Brasil, Paraguai, Argentina, Bolívia e Chile, contribuindo para a redução de barreiras comerciais, a simplificação de processos aduaneiros e a maior previsibilidade nas operações internacionais.

A NTC&Logística, que mantém um relacionamento institucional sólido com a IRU desde 1970, ajudou o Brasil a acompanhar a evolução do Sistema TIR ao longo das décadas e a se preparar para implementá-lo de forma estruturada e alinhada aos padrões internacionais. A realização do seminário em Campo Grande simboliza um momento estratégico dessa trajetória, reforçando a importância da cidade como centro de debates e decisões para o setor de transporte de cargas.

Segundo Danilo Guedes, vice-presidente extraordinário da NTC&Logística para o Transporte Internacional, “Campo Grande e Mato Grosso do Sul ocupam posição central no Corredor Bioceânico e têm potencial para se consolidar como polo logístico estratégico na América do Sul. A implementação do Sistema TIR, combinada com o desenvolvimento do corredor, cria um ambiente mais competitivo, seguro e previsível para empresas de transporte e para o comércio exterior brasileiro.”

O seminário terá programação ao longo de todo o dia, incluindo sessões técnicas, debates e espaço para perguntas e respostas, reunindo representantes dos setores público e privado. O encontro é considerado um momento estratégico para o futuro logístico de Mato Grosso do Sul e para o fortalecimento da integração regional e sul-americana, consolidando o Estado como referência em logística e integração internacional.

Para mais informações, acesse: Link 

Sobre a NTC&Logística

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logí­stica congrega cerca de 4.000 empresas de transporte associadas direta e indiretamente e mais de 50 entidades patronais. Além de uma gama de fornecedores e de embarcadores em todo o Brasil, representa um universo de 10.500 empresas que operam uma frota superior a um milhão de caminhões e que criam mais de quatro milhões de postos de trabalho.