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Educação

Universidade Federal Indígena terá 20 unidades pelo país e bolsas de permanência, anuncia ministro

Com sede em Brasília, instituição terá modelo multicampi e previsão de expansão para diferentes regiões

05 nov 2026 às 09h03 | Redação

Instituição será organizada no modelo multicampi, com o objetivo de ampliar o acesso dos povos indígenas ao ensino superior. Foto: Diego Campos/Secom-PR

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou, no programa “Bom Dia, Ministro” desta quarta-feira (4/11), a implantação da Universidade Federal Indígena, que terá sede em Brasília (DF) e previsão de expansão para 20 localidades em diferentes regiões do país. A instituição, iniciativa do Ministério da Educação (MEC) em parceria com o Ministério dos Povos Indígenas (MPI), será organizada no modelo multicampi, com o objetivo de ampliar o acesso dos povos indígenas ao ensino superior.
 

“A criação da Universidade Federal Indígena é um marco histórico. A nossa ideia é fazer os primeiros vestibulares, os primeiros acessos via Enem, em Brasília, depois expandir por todo o Brasil. Todos os estudantes de comunidades indígenas serão atendidos por bolsas de permanência”
Leandro Barchini,
Ministro da Educação
 

Segundo Barchini, o projeto de lei que prevê a criação da universidade já foi aprovado, e o MEC adquiriu o imóvel que abrigará a sede em Brasília. “A criação da Universidade Federal Indígena é um marco histórico. A nossa ideia é fazer os primeiros vestibulares, os primeiros acessos via Enem, em Brasília, depois expandir por todo o Brasil. Todos os estudantes de comunidades indígenas serão atendidos por bolsas de permanência”, explicou o ministro.
 

Ele lembrou ainda que, nos últimos quatro anos, o número de bolsas de permanência para estudantes indígenas nas universidades federais dobrou. O objetivo do Governo Federal é atender toda a população indígena interessada em realizar um curso superior e continuar os estudos.
 

ESCOLA EM TEMPO INTEGRAL – Outro destaque da entrevista foi a expansão das políticas de educação em tempo integral. De acordo com o ministro, o percentual de municípios brasileiros com iniciativas voltadas à ampliação dessa modalidade passou de 17%, em 2023, para 91% atualmente. A meta do MEC é chegar a 100%.
 

Barchini explicou que o ministério oferece assistência técnica às redes de ensino e apoio para que os municípios utilizem os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) na ampliação das matrículas em tempo integral. Cada município tem autonomia para definir o modelo de escola de acordo com sua realidade.
 


“A gente precisa desenhar essa escola, uma nova escola brasileira. Pela manhã, são as atividades de matemática, história, química e física. À Tarde, ensino técnico integrado, no caso do ensino médio, e cultura, esporte, cidadania, direitos humanos e meio ambiente”, pontuou o ministro.
 

Barchini defendeu que a ampliação do tempo integral seja acompanhada de uma proposta pedagógica que combine a formação acadêmica com atividades culturais, esportivas e de preparação para o mundo do trabalho. O objetivo é oferecer uma formação mais ampla aos estudantes da educação básica.
 

O Programa Escola em Tempo Integral fomenta a criação de matrículas em tempo integral, ou seja, igual ou superior a 7 horas diárias ou 35 horas semanais. A medida prioriza escolas que atendem estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
 

QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministro” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quarta-feira a Rádio Bandnews FM (BA), Portal Nd+ (SC), Rádio Módulo FM (MG), Rádio Bandeirantes (SP), Portal Click 24h (PI), Grupo IG (RJ), Rádio Gaúcha (RS) e Rádio Aldeia FM (AC).

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República