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Política

Entrevista exclusiva: Papy fala sobre os novos desafios e prioridades à frente da Câmara

Epaminondas Vicente Silva Neto, Papy, está no seu terceiro mandato de vereador de Campo Grande aos 37 anos. Casado e…

08 jan 2025 às 14h43 | Jhoseff Bulhões

Fotos: Divulgação/CMCG

Epaminondas Vicente Silva Neto, Papy, está no seu terceiro mandato de vereador de Campo Grande aos 37 anos. Casado e com três filhos: Júlia, Isabel e Edilson Neto, defende bandeiras como Direito das Pessoas com TEA e outras deficiências, Direito das Mulheres, Meio Ambiente e os Princípios Cristãos.

Foi eleito pela primeira vez, pelo Solidariedade em 2016, foi convidado para assumir a função de 3º Secretário da Mesa Diretora da Câmara Municipal. Com mais experiência, foi um dos únicos vereadores a ser reeleito e, no segundo mandato, assumiu a 2ª Secretaria da Mesa Diretora.

Agora, no terceiro mandato pelo PSDB, Papy é escolhido para comandar a Casa de Leis com todo o vigor e inovação da sua juventude. Veja a entrevista exclusiva que o novo presidente concedeu ao Blog do Bulhões.

Quais são suas principais metas como presidente da Câmara de Vereadores de Campo Grande?


Papy
– O primeiro compromisso é melhorar pelo campo-grandense. A Câmara precisa ter a iniciativa dos debates importantes, protagonizar e dar aos vereadores a chance de debater os assuntos que são caros para a sociedade como o transporte público, a Saúde, a falta de vagas, os consórcios e concessões que nós temos, esses assuntos precisam ser debatidos constantemente na Casa, não só quando é proposto pelo Executivo. Administrativamente, a gente precisa avançar em alguns assuntos, colocar um pouco de modernidade, implantar uma digitalização que é uma exigência da sociedade moderna, os processos precisam ser mais céleres. Politicamente, a Casa vai trabalhar pela independência, respeitando a harmonia dos Poderes.

Como pretende garantir uma maior aproximação entre a Câmara e a população?

Ser a ponte entre a população e o Poder Público é a principal ferramenta dos vereadores e nós vamos fortalecer esse canal para levar até a população as melhorias que precisa. Uma das ações para essa aproximação com a população é Sessão Comunitária, que serão realizadas nos bairros da Capital, para oferecer serviços aos moradores, como o cadastro na tarifa social.

Quais serão suas prioridades para melhorar o desempenho Legislativo durante sua gestão?
Entendo que o Parlamento é fundamental para a vida das pessoas porque é aqui onde é realmente absorvido a necessidade da cidade. Aqui está a maior votação da representatividade da vontade das pessoas.

Como avalia a relação da Câmara com o Executivo municipal, e o que fará para garantir harmonia e independência?

Independência dos Poderes não significa oposição a nenhum tipo de governo. Independência de Poderes é prerrogativa constitucional. Independência se faz no dia a dia com o comportamento de cada um dos vereadores, valorizando seus próprios mandatos. Para isso eu defendo a tese de fortalecimento do Legislativo em todas as áreas. Quanto mais se fortalece o Legislativo, mais se empodera individualmente os parlamentares nas suas pautas individuais. E quando está pauta coletiva todos juntos, você imprime uma força que não é uma força pessoal. Os vereadores respondem a quem eles representam seja um nicho da sociedade, uma categoria.

Após dois mandatos como vereador, o que considera ser seu maior aprendizado para este novo desafio como presidente?

Ouvir as pessoas. Com o “Pé no Bairro” consegui percorrer as sete regiões de Campo Grande desde o primeiro mandato, porque mais do que conquistar os votos dos eleitores para representá-los na Câmara Municipal, eu sempre defendi esse contato permanente com a população para ouvir suas necessidades e servir de ponte com o Executivo para melhorar uma rua, uma iluminação pública, a segurança de um bairro ou até mesmo conseguir viabilizar uma praça para esporte e lazer como foi no Tijuca.


Qual foi o momento mais marcante da sua trajetória política até aqui

Todo acontecimento é importante para cada momento. Toda conquista é valorizada porque requer esforço de toda a equipe, principalmente quando o resultado é permanente. Mas a luta é constante.

Como planeja utilizar sua experiência acumulada em mandatos anteriores para beneficiar a Câmara?

Eu tenho 16 anos de casa. Eu tive 8 anos como assessor parlamentar e 8 como vereador. Sou formado em Gestão Pública e tenho um bom conhecimento do aspecto administrativo interno da Casa.

Existe algum projeto específico que será prioridade durante sua presidência?

Aproveitando do trabalho comunitário do presidente Carlão e juntando com a experiência do “Pé no Bairro” aproximar ainda mais a população do Legislativo, incentivar a participação popular nas ações que refletem no cotidiano das pessoas.

Como pretende lidar com questões polêmicas e debates mais acalorados dentro da Câmara?

O equilíbrio para o Chefe do Poder Legislativo é fundamental. Com certeza questões polêmicas e debates mais acalorados vão acontecer dentro da Câmara e até bom que isso aconteça, porque esse é o papel dos vereadores, debater aquilo que é importante para os campo-grandenses, aquilo que vai fazer a diferença para a vida cotidiana das pessoas e vamos tratar essas situações com diálogo e civilidade como deve ser.

Que medidas serão adotadas para tornar o trabalho dos vereadores mais transparente e acessível aos cidadãos?

Vamos continuar fazendo o trabalho que sempre fizemos. A imprensa é um meio de fazer todos os esclarecimentos, mas estaremos aqui de portas abertas à população.

Quais são os principais desafios que a cidade enfrenta atualmente, e como a Câmara pode contribuir para superá-los?

A Câmara pode auxiliar o Executivo em todas as questões, para isso mantemos o diálogo aberto.

De que forma o Legislativo pode atuar para fortalecer áreas como saúde, educação e mobilidade urbana na cidade?


Os vereadores são o primeiro contato com a população. Então, independente da área, nós captamos os problemas enfrentados pela população e encaminhamos ao Executivo. Dessa forma, conseguimos ajudar a resolver os problemas pontuais mais rapidamente.

Como a Câmara pretende apoiar os bairros periféricos e as regiões mais carentes da cidade?

A gente vai discutir o Plano Diretor, nós vamos discutir a Lei do Uso do Solo, nós vamos discutir a Outorga Onerosa e a Lei do Silêncio. São quatro leis que vão impactar diretamente a vida da cidade. A gente pretende trazer uma consultoria para dar subsídio ao vereador. Eu entendo que vamos debater em alto nível a respeito do futuro da cidade, até porque a gente vai morar aqui por muitos anos, meus filhos, meus netos. Eu pretendo que a cidade desenvolva.

Como enxerga o impacto de sua gestão na Câmara para sua trajetória política no futuro?

Estou com bastante expectativa de um trabalho mais ativo, com o gás da juventude, assim como o eleitor. Não que o parlamentar mais velho não seja ativo, mas já tem uma metodologia diferente, geralmente os veteranos são mais assertivos. Já o vereador mais novo faz bastante barulho. Também tenho uma experiência porque ouvi bastante conselho e quando eu entrei e já conversei com os mais novos no sentido de orientar

Qual mensagem gostaria de deixar para os cidadãos campo-grandenses neste início de mandato como presidente da Câmara?

Meu compromisso é com essa cidade que eu amo e vou me dedicar todos os dias para a Câmara Municipal seja fortalecida e que o Legislativo entregue para população aquilo que realmente ela necessita.