Ronaldo Caiado debate economia e indústria em encontro na Fiems
Em Campo Grande, Caiado critica concentração de poder em Brasília durante agenda na Fiems
O pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, foi recebido nesta sexta-feira (15/05) pelo presidente da Fiems, Sérgio Longen, para um debate sobre o cenário econômico nacional e os desafios para o desenvolvimento da indústria, do comércio e do agronegócio.
O encontro no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande, reuniu representantes do setor produtivo, autoridades e empresários.
Médico e produtor rural, ele foi governador de Goiás entre 2019 e março de 2026, além de ter atuado como senador e deputado federal pelo Estado.
Em seu discurso, Longen destacou a preocupação do empresariado com o ambiente econômico e político do país, apontando fatores que, segundo ele, têm dificultado a expansão dos negócios e a geração de empregos. O presidente da Fiems também chamou atenção para o aumento dos custos e para medidas que, na avaliação dele, podem onerar ainda mais o setor produtivo. Entre os pontos citados, estão propostas de redução de jornada de trabalho sem diminuição salarial, alta taxa de juros e políticas públicas que ampliam despesas.
“Não existe solução sem custo. Alguém vai pagar essa conta, e hoje quem paga é o setor produtivo, que já convive com juros elevados e baixa capacidade de investimento”, pontuou.
O economista-chefe da Fiems, Ezequiel Martins, apresentou um diagnóstico da atividade industrial no Estado. Na sequência, o presidente da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Marcelo Bertoni, detalhou o cenário do agronegócio.
Durante o encontro, Caiado apresentou suas ideias sobre o desenvolvimento do país e se colocou à disposição para ouvir sugestões dos representantes do setor produtivo. Ao fazer críticas ao atual governo, o presidenciável defendeu maior participação dos estados na decisão sobre os rumos do país.
“A política atual é de concentrar o poder em Brasília e cada vez mais desrespeitar os entes federados. Se eu for presidente, vou inverter essa lógica e vou no mesmo caminho de Juscelino Kubitscheck, vou interiorizar a política para os entes federados”, declarou Caiado. (Com Fiems)