Adriane Lopes terá de escolher data para interrogatório em ação movida por Marquinhos Trad
A prefeita tem cinco dias para decidir entre três opções de datas
O juiz Waldir Peixoto Barbosa, da 5ª Vara Criminal, mandou a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), definir a data em que será interrogada na ação que responde por por calúnia e difamação contra o vereador Marquinhos Trad (PV). O magistrado apresentou três opções de datas para a acusada escolher: 4 e 24 de setembro ou 2 de outubro.
A primeira audiência de instrução e julgamento ocorreu no último dia 12 de agosto, quando foi ouvida a vítima, o ex-prefeito Marquinhos, e nove testemunhas. Adriane seria interrogada nessa ocasião, mas a prefeita não compareceu por motivos de saúde.
Veja mais:
Nos 127 anos da Capital, agosto terá julgamento do embate entre Marquinhos e Adriane
Prefeita não comparece à audiência com mãe atípica agredida pela Guarda Municipal
Autônomo pede retratação e entra com a 5ª ação contra Adriane por xingar manifestantes
Marquinhos denunciou a antiga aliada, que foi eleita vice por duas vezes em sua chapa eleitoral, por calúnia e difamação. A prefeita é ré por acusar Trad de “contratar bandidos armados” para promover baderna e protestos contra sua administração.
A balbúrdia aconteceu no dia 29 de novembro do ano passado. A abertura do “Natal dos Sonhos” terminou com guardas municipais agredindo manifestantes, inclusive mulheres e idosas.
Ao se defender em uma entrevista ao programa “Tribuna Livre”, da FM Capital, a prefeita acusou os adversários de levarem para o protesto “bandidos armados”.
Como a prefeita tem foro especial, o recebimento da denúncia foi analisado pela Seção Especial Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Contudo, o processo da queixa-crime foi para um juiz de primeira instância conduzir a instrução processual, ouvir testemunhas e interrogar a prefeita.
Foram ouvidos no dia 12 de agosto, indicados pela defesa de Adriane Lopes, os guardas civis metropolitanos Dirceu Cabral e Eduardo Ribeiro Sakamoto para esclarecerem a dinâmica da ocorrência no evento, a atuação da GCM, abordagem, comportamento dos presentes e o contexto fático que antecedeu a entrevista.
As testemunhas Jociane Dias da Silva e Maria Angélica Fontanari de Carvalho e Silva esclareceram o contexto de mobilização em grupos de WhatsApp e redes sociais, bem como a circulação de mensagens, vídeos e falas contra a prefeita Adriane e contra a gestão municipal
Jociane é nomeada na Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), enquanto Maria Angélica é secretária executiva da Mulher em Campo Grande.
O juiz também ouviu as testemunhas de Marquinhos Trad: Elizangela Silva de Souza, Washington Alves Pagane (professor preso pela Guarda no Natal dos Sonhos), Andrea Flores, Ariane Valensuela (vice-presidente da Comissão de Mães Atípicas de Mato Grosso do Sul) e Maria Cristina Alves Zuza (idosa agredida). Fagner de Barros Umbelino desistiu de prestar depoimento.
Ao fim da audiência, o juiz Waldir Peixoto Barbosa concedeu prazo de cinco dias, após ser notificada, para a prefeita Adriane Lopes escolher a data em que será interrogada entre as seguintes opções: 04/09/2026 (Sexta-feira), às 14h45; 24/09/2026 (Quinta-feira), às 15h15; ou 02/10/2026 (Sexta-feira), às 14h45).
A determinação do magistrado foi publicada no Diário da Justiça desta quarta-feira (19).
Fonte: O Jacaré