Sob gestão de Papy, Câmara enfrenta críticas por gastos e falta de fiscalização
Editorial desta sexta-feira (22)
Câmara, farra e silêncio: até quando o povo vai bancar os privilégios?
Enquanto a população de Campo Grande enfrenta dificuldades para pagar combustível, alimentação e contas básicas do dia a dia, nos bastidores da política municipal parece existir uma realidade completamente diferente e muito distante do cidadão comum.
Na Câmara Municipal, alguns vereadores já não escondem mais o padrão de vida incompatível com o discurso de “representar o povo”. Parlamentar que deveria dar exemplo de simplicidade e responsabilidade com o dinheiro público agora aparece abastecendo caminhonete Amarok com diesel, como se isso fosse algo normal dentro da estrutura pública.
A pergunta que fica é simples: quem está pagando essa conta?
Sob a administração do presidente, a sensação que passa para a sociedade é de que os vereadores fazem o que querem, sem qualquer tipo de freio ou fiscalização efetiva. A Câmara virou território livre para gastos questionáveis, benefícios silenciosos e uma rotina que parece cada vez mais distante da realidade da população campo-grandense.
E onde está o Ministério Público de Mato Grosso do Sul?
O, que deveria atuar com rigor na fiscalização dos gastos públicos e na defesa do interesse coletivo, parece assistir tudo em silêncio. Falta fiscalização. Falta cobrança. Falta resposta para uma sociedade cansada de assistir escândalos, privilégios e ostentações financiadas indiretamente pelo bolso do contribuinte.
Não se trata apenas de combustível ou de uma caminhonete de luxo. O problema é o símbolo que isso representa. Em uma cidade onde trabalhadores acordam cedo para lutar pelo sustento, ver parlamentares vivendo uma rotina de privilégios pagos com dinheiro público é um tapa na cara da população.
O cidadão quer transparência. Quer respeito. Quer fiscalização séria.
Até quando Campo Grande continuará pagando essa conta?