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Política

Obras federais abandonadas já custaram bilhões, critica Reinaldo Azambuja

Reinaldo critica governo após Brasil acumular mais de 11 mil obras paralisadas

20 jul 2026 às 15h08 | Redação

Foto: -Chico Ribeiro

Enquanto o Brasil amarga a vergonha de ter entre 11.469 e 11.900 obras públicas federais paralisadas — o equivalente à metade (52%) de todos os contratos em execução no país —, Mato Grosso do Sul ostenta um exemplo concreto de que a gestão eficiente pode reverter esse quadro. O Hospital do Trauma de Campo Grande, hoje uma referência no atendimento de urgência e emergência com 130 leitos, salas cirúrgicas e UTI, era uma obra que estava abandonada há 20 anos. Foi concluída e entregue à população no governo de Reinaldo Azambuja.

O contraste não passou despercebido por ele, que transforma essa experiência em exemplo para que o Governo Federal conclua as milhares de obras paralisadas pelo país. “O Hospital do Trauma é a prova de que não faltam recursos nem projetos — falta vontade política e capacidade de gestão. Em Mato Grosso do Sul, pegamos uma obra esquecida há duas décadas, concluímos e hoje ela salva vidas. O Governo Federal precisa fazer o mesmo com as 11 mil obras que começou e não terminou. O dinheiro do povo não pode continuar sendo jogado fora”, afirma Reinaldo.

Os números apresentados por ele são estarrecedores e escancaram um problema crônico de gestão pública federal. Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), as obras paralisadas já consumiram entre R$ 9 bilhões e R$ 15,9 bilhões do dinheiro dos contribuintes — e, para concluí-las, seriam necessários mais de R$ 20 bilhões. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) calcula que o prejuízo total, considerando o impacto econômico e social, pode chegar a R$ 215 bilhões.

Reinaldo aponta alguns casos emblemáticos que ilustram a dimensão do problema: Ferrovia Transnordestina — Iniciada em 2006, com previsão de entrega para 2010, a ferrovia de 1.700 km que integraria o Nordeste aos portos teve o custo original estimado em R$ 4,5 bilhões. Passadas duas décadas, o orçamento triplicou para R$ 15,7 bilhões, apenas 54% da obra foi executada e a nova promessa de entrega é 2029 — 23 anos de espera e bilhões de reais gastos sem que um metro de trilho transportasse cargas.

Refinaria Abreu e Lima (Pernambuco) — Iniciada nos anos 2000, essa obra bilionária da Petrobras tornou-se símbolo de sucessivos atrasos e custos explosivos. “Se essa refinaria estivesse pronta, o Brasil refinaría mais petróleo nacional e dependería menos da importação de gasolina e diesel. O preço dos combustíveis — que tanto aperta o bolso do trabalhador — não seria tão cruel”, pondera Reinaldo.

Ex-governador de Mato Grosso do Sul por dois mandatos, Reinaldo construiu sua trajetória política na gestão entregadora. No Estado, além do Hospital do Trauma, destacam-se os investimentos em segurança pública — que tornaram MS o 4º estado mais seguro do país —, a modernização da malha viária e o equilíbrio fiscal que permitiu ao Estado investir mesmo em cenários de crise.

“Conheço a realidade dos 79 municípios sul-mato-grossenses. Sei o que é uma obra parada fazer mal à população. Também sei o que é gestão com responsabilidade para entregar resultados. O Senado, deve trabalhar para que o Governo Federal tenha essa mesma obrigação de concluir o que começa. O dinheiro público não é do governo — é do povo, e o povo merece respeito”, conclui Reinaldo.

O pré-candidato reforça que o Senado Federal tem um papel institucional crucial nessa agenda: não apenas destinar recursos aos Estados, mas, sobretudo, fiscalizar a execução das obras e exigir transparência e eficiência do Governo Federal.